→ Futebol Feminino – As Meninas Buscam seu Espaço

No Brasil, o Futebol Feminino se arrasta; em outros países, entretanto, há bons times, bons campeonatos e bons públicos.

Certamente, no seu tempo de criança, ao reclamar de uma entrada mais dura numa pelada de futebol, você ouvia a frase: “Futebol é pra Homem, não para Menina”.futebol femnino

Pois esse dura afirmação machista persiste até hoje no Brasil, onde o Futebol Feminino não consegue deslanchar.

Isso apesar de termos marta eleita, pela FiFA, a melhor jogadora de futebol do mundo por cinco vezes consecutivas. No Brasil, a história do Futebol Feminino é recente. O primeiro jogo organizado e documentado que se tem notícia é do Araguari Atlético Clube, time de mesmo nome da cidade do interior de Minas Gerais. O jogo se deu em 1958, quando foram selecionadas 22 meninas para um jogo beneficente.

O fato foi tão inusitado que a revista “O Cruzeiro”, a mais popular da época, fez enorme matéria com o jogo e tornou o acontecimento nacional.

O time feminino do Araguari se apresentou em várias cidades de Minas Gerais (Belo Horizonte, inclusive) e também em Goiânia e Salvador. Em meados de 1959, a equipe do Araguari foi desfeita por pressão dos religiosos.

Na Europa, a história foi bem diferente. Em Glasgow, na Escócia, disputou-se o primeiro jogo de Futebol Feminino em 1892. O Documento mais antigo que se tem notícia sobre o Futebol Feminino é de 1894, quando Nettie Honeyball, uma ativista dos direitos da mulher, fundou o primeiro time britânico, o Ladies Football Club. A primeira Guerra Mundial, quem diria, estimulou o aparecimento das equipes de futebol feminino na Inglaterra. Isso porque, com os homens na guerra, muitas mulheres foram trabalhar nas fábricas e indústrias que mantinham times de Futebol.

Após a Copa do Mundo de 1966, cresceu o interesse das das mulheres e o futebol feminino ganhou projeção na Inglaterra.

Em 1971, a UEFA instruiu seus parceiros a promover o futebol feminino na Europa. Daí para frente, países como Itália, Estados Unidos, Japão passaram a dar espaço para as mulheres.

Com a popularização do futebol das meninas a FIFA decidiu criar, em 1991, a Copa do Mundo de Futebol Feminino.

A primeira Copa do Mundo

A primeira edição foi realizada na China e os Estados Unidos sagraram-se campeões ao vencer a Noruega na final, por 2 a 1.

Participaram 12 países da Copa da China: Nigéria, China, Japão, Taipé (Chinês), Brasil, Nova Zelândia, Dinamarca, Alemanha, Itália, Noruega, Suécia e Estados Unidos. Hoje a Copa é disputada a cada quatro anos e participam 24 países.

futebol feminino

Futebol Feminino No Brasil

Além do preconceito, as mulheres tiveram que enfrentar, no Brasil, uma lei do tempo da ditadura de Getúlio Vargas que proibia para as mulheres a prática de esportes não condizentes com o sexo feminino.

Essa é, também, mais uma explicação para a ausência do futebol feminino no Brasil.. A lei caiu em 1979 🙂

Em 1981, surgiu no Rio de Janeiro o primeiro time realmente organizado, o Radar.

O Radar era um clube social de Copacabana, fundado em 1932. O empresário e presidente do clube, Eurico Lima, implantou o futebol feminino em 1981. O sucesso foi tão grande que seu time vestiu a camisa da Seleção Brasileira para representar o Brasil na Copa do Mundo Feminina na Espanha, em 1989, competição que não era oficial da FIFA.

Em são Paulo, nos anos 70, surgiu o Saad, do empresário José Felício Saad, inicialmente voltado para o futebol masculino.

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Anos depois, o empresário levou o Saad para os Estados Unidos, mas no futebol feminino. O futebol feminino do Saad existe até hoje, sediado no Mato Grosso do sul,  e foi campeão da Copa do Brasil em 2007.

O Futebol feminino do Brasil luta contra a falta de espaço na mídia que leva, por consequência, à falta de público e de patrocínio. As melhores jogadoras da Seleção Brasileira não atuam no Brasil. Muitas estão na Europa (Noruega e Alemanha, principalmente) ou nos Estados Unidos.

Nosso futebol já teve seu Pelé. Trata-se de Marta, que durante cinco anos, de 2006 a 2010, foi eleita a melhor jogadora do Mundo pela FIFA. Infelizmente, nem com todo prestígio, Marta pôde desenvolver o nosso futebol feminino.

E você? Ainda acha que futebol é para Homem?

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